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O fim do nosso modelo educacional

  • Foto do escritor: Bruno Anicet Bittencourt
    Bruno Anicet Bittencourt
  • 13 de fev. de 2024
  • 2 min de leitura

O modelo educacional que vivemos está colapsando. Por um lado, temos estudantes que não aprendem, mas também não se engajam na sala de aula. Por outro lado, temos um apagão de professores e a falta de valorização dos existentes. No pano de fundo, temos instituições de ensino diminuindo suas operações por falta de demanda e o acesso a educação seguindo restrito e desigual. Se essas equações não fecham, precisamos mudar a fórmula. Precisamos repensar o nosso modelo educacional.


As evidências dessa necessidade são as mais distintas. Mas só de olharmos para o contexto de degradação ambiental, desigualdade social e alta concentração econômica já percebemos que precisamos dar um reset e educarmos de um outro jeito. Como alertava Edgar Morin, a escola atual não está sabendo preparar as novas gerações para viver a aventura da vida com a seriedade que esta merece. É preciso ensinar a viver.


É preciso também mudar a lógica. É como se hoje atuássemos no que Simon Sinek chama de jogo finito, um jogo que têm regras fixas e um objetivo em comum acordo que, ao ser alcançado, encerra o jogo. Por exemplo, ensinamos os conteúdos previstos e preparamos para provas, certificados e empregos. E assim, cumpre-se o papel educacional.


O ponto é que vivemos num jogo infinito, em que se têm jogadores conhecidos e desconhecidos. Não existem regras precisas ou acordadas. Além disso, a maneira como o jogo é desenvolvido pode mudar a qualquer momento, por qualquer motivo. Ou seja, precisamos preparar indivíduos capazes de compreenderem o seu papel no coletivo e lidarem de forma sustentável com os desafios dinâmicos que vão surgir. Somos jogadores do jogo infinito da vida.


E para esse jogo, nós precisamos de uma educação integral. Mas uma ‘educação integral’ para além das que vem sendo discutidas e realizadas nas nossas redes de ensino. Não se trata de apenas acrescentar novos componentes curriculares ou criar algumas disciplinas aplicadas e manter o currículo, didática e ambiente. Uma educação integral também não significa tempo integral. Uma educação integral significa contemplar as diferentes áreas da vida. Significa valorizar o sentir, o pensar e o fazer da mesma forma.


Para isso, a mudança não pode ser pontual ou incremental. É necessário desenvolver uma nova mentalidade, uma nova proposta e um novo mercado para educação. Um modelo que contribua para o desenvolvimento sustentável do planeta. Algo em que inclua o desejo e a individualidade de cada estudante, que reconheça e potencialize o papel do professor e que permita tornar o segmento educacional mais próspero do que o bancário. O que, como e quando vai ser? Não sabemos, mas sabemos que o fim desse modelo está próximo. “As nossas vidas são finitas, mas a vida é infinita”.

 
 
 

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